Como combater a ansiedade e o estresse infantil

26-Mar-2018

 

O Brasil tem a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade do mundo e o quinto maior com depressão. No total, 18,6 milhões de brasileiros viviam com algum transtorno de ansiedade em 2015 e 11,5 milhões de pessoas, com depressão no país.

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 322 milhões de pessoas pelo mundo sofrem de depressão.

 

Para os adultos já é difícil adaptar-se às inúmeras pressões que surgem no dia a dia. Será que as crianças também têm que lidar com esse tipo de problema?

 

A resposta é sim. Ainda, segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças tem alguma desordem psiquiátrica e a grande maioria leva anos até receber o diagnóstico. Muitas vezes a família não sabe identificar os sinais de que seus filhos estão estressados e até confundem o comportamento negativo das crianças com falta de educação ou tentativas de “chamar a atenção”.

 

O estresse infantil pode se manifestar por meio de sintomas físicos ou psicológicos que não possuem um motivo aparente. O estresse se manifesta de maneira semelhante nas faixas etárias que correspondem à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental.

 

Alguns sintomas como demonstração de vários medos, dificuldade de concentração, pesadelos e dificuldade para dormir; choro (no caso dos menores), agressividade e irritabilidade, isolamento, falta de prazer em estar com os amigos e sensibilidade a críticas, podem ser sinais de estresse e devem ligar o alerta dos pais.

 

Não tratar o estresse infantil pode gerar uma série de problemas. O sistema imunológico da criança pode ser afetado, enfraquecendo o organismo e reduzindo sua resistência. Além disso, uma criança que não aprende a lidar com esse tipo de tensão pode se tornar um adulto vulnerável ao estresse.

 

Por meio do desenvolvimento e da prática das habilidades socioemocionais a criança terá melhores condições de identificar, gerenciar e solucionar problemas. A infância é a fase mais propícia para o desenvolvimento das habilidades socioemocionais, pois, é nessa etapa da vida que os seres humanos têm mais predisposição biopsicossocial e condições gerais de aprendizagem.

 

“Uma das maneiras dos pais evitarem a ansiedade e o estresse é delegando apenas tarefas que sejam compatíveis com o ritmo de aprendizagem e faixa etária de seus filhos. Um ponto importante é lembrar-se que as crianças precisam ter tempo para estudar, brincar e descansar. É fundamental que a família se mantenha presente no dia a dia da criança e valorize os momentos que passam juntos”, esclarece a Psicóloga Camila Cury.

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